ARARA AZUL

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Ararinha-azul: espécie extinta na natureza pode voltar à Caatinga

por Fábio Paschoal em 7 de maio de 2013
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A ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) está possivelmente extinta na natureza, mas o projeto Ararinha na Natureza luta para que a espécie volte a colorir o céu da Caatinga – Foto: SAVE Brasil
Em 1819, o zoólogo Johann Baptiste Von Spix e o botânico Karl Friedrich Philipp von Martius lideravam uma expedição científica pelo Brasil. Quando passaram pela Caatinga, na região de Juazeiro, na Bahia, os pesquisadores alemães observaram uma ave semelhante a uma arara-azul, mas com a metade do tamanho. Ela possuía asas estreitas, cauda longa e um voo característico. Claramente se tratava de uma nova espécie: a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii).

Após a descoberta, ela passou a ser desejada por colecionadores de aves e o tráfico se tornou seu maior inimigo. As queimadas, o desmatamento e o pastoreio – que destruíam (e ainda destroem) a Caatinga – contribuíam para a diminuição da população e, em 1986, quando foi determinada a área de ocorrência da espécie, havia mais ararinhas em cativeiro do que na natureza. Só restavam três indivíduos na região dos riachos Melancia e Barra Grande, em Curaçá, na Bahia

Em 1990, uma expedição avistou o último representante no habitat natural. Todos os esforços se voltaram para a conservação da ararinha-azul. Os pesquisadores observaram o animal, coletaram dados e descobriram que se tratava de um macho.

Para tentar salvar a espécie, uma fêmea, criada em cativeiro, foi reintroduzida. Era esperado que ela formasse uma nova família com o macho selvagem. No entanto, há 13 anos, a ararinha-azul foi avistada pela última vez. A espécie entrou para a lista vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês) como animal possivelmente extinto na natureza.

Mas nem tudo está perdido. Ainda restam 79 indivíduos em cativeiro, e o projeto Ararinha na Natureza, criado em 2012, luta para que a espécie volte a pintar de azul o céu da Caatinga.

Antes de reintroduzir a espécie na natureza é necessário atingir um número de indivíduos satisfatório com a reprodução em cativeiro – Foto: SAVE Brasil
Segundo Camile Lugarini, coordenadora do Plano de Ação Nacional para a conservação da ararinha-azul, “o projeto Ararinha na Natureza tem como objetivo restabelecer uma população selvagem da espécie e garantir a proteção de seu habitat. Com ações de curto, médio e longo prazo, a ideia é implementar políticas públicas voltadas à conservação da ararinha, aumento do conhecimento científico, proteção e recuperação dos habitats e campanhas de disseminação e educação ambiental”.

Os mantenedores que possuem os indivíduos em cativeiro (Association for the Conservation of Threatened Parrots, Al Wabra Wildlife Preservation, Nest e Fundação Lymington) são parceiros do projeto, e serão responsáveis pela reprodução da espécie em cativeiro. É necessário atingir um número de indivíduos satisfatório para que parte da população possa ser reintroduzida no habitat natural da espécie.

Mas, antes de reintroduzir a primeira ararinha-azul na Caatinga é preciso se preocupar com as espécies que continuam vivendo por lá. Reintroduções podem propiciar efeitos negativos na população residente. A competição, predação e transmissão de doenças são capazes de levar o programa ao fracasso. “Todos os procedimentos estão sendo adotados de acordo com as diretrizes da IUCN para soltura e reintrodução, levando em consideração um extenso estudo para avaliar as espécies que podem competir por ninhos, alimento, dentre outros. Os efeitos nas ararinhas reintroduzidas assim como na comunidade residente serão avaliados e monitorados em longo prazo”, afirma a coordenadora.

Com a proteção efetiva do habitat da espécie, o combate ao tráfico, o aumento da população em cativeiro e o apoio da comunidade local, nacional e internacional, Camile acredita que as primeiras experiências de reintrodução podem começar a partir de 2017. Se isso ocorrer, a espécie será retirada da lista de animais possivelmente extintos na natureza e voltará a voar pela Caatinga.

O projeto Ararinha na Natureza é uma parceria do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) com a Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (SAVE Brasil) e os mantenedores que possuem os indivíduos em cativeiro, com patrocínio da empresa Vale e gestão financeira do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).

Para saber mais sobre a Ararinha na Natureza siga a página do projeto no facebook e assista ao vídeo:

CATEGORIAS
Animais ameaçados, Aves

RINGNECK

Alimentação

Escolha da gaiola

Muitos ringnecks são impulsivos devoradores de frutas e vegetais se tiverem chance. São raros os ringnecks que recusam qualquer outro alimento que não sejam sementes e grãos. Os ringnecks são pássaros que realmente apreciam comidas diferentes. É importante conhecer e entender o habitat natural e seus costumes para saber o que o ringneck pode ou não comer.

Ringnecks selvagens comem muitas coisas em seu habitat natural. Esses pássaros apreciam frutas, flores e sementes. Devido a sua necessidade e gosto pelas frutas, muitos fazendeiros no Paquistão e na Índia consideram o ringneck uma verdadeira peste. Nas florestas, eles são forçados a procurar frutas maduras ou comerem flores. Em campos abertos eles podem encontrar sementes ou pequenas mudas. Alguns fazendeiros chegaram a retirar os pés de frutas e nozes de seus pomares para manter os ringnecks longe de suas plantações.

Alimentar seu ringneck não é difícil. Sua dieta fixa precisa ser uma combinação de grãos e sementes. Lembre-se de nunca utilizar sementes que contenham açúcar ou corantes. Nunca se esqueça disso. É um procedimento que poderá garantir a saúde do seu ringneck.

As sementes precisam estar presentes na dieta saudável do seu pássaro. As sementes não podem ser retiradas porque eles naturalmente as comem nas florestas. Há quem diga que as sementes podem ser ruins para os pássaros porque muitos deles já tiveram problemas por causa delas. Sementes puras são engordativas e podem causar muitas complicações e diminuir a vida dos seus pássaros drásticamente. Mas, se forem oferecidas com moderação podem garantir a saúde do animal. Uma boa mistura de sementes inclui sementes pequenas e grandes.

Não é aconselhável misturar sementes e grãos. Eles são espertos e irão evitar os grãos se estiverem misturados com as sementes. È muito melhor oferecer as sementes e os grãos separadamente.

As frutas também precisam ser adicionadas na dieta do ringneck. Maça é provavelmente uma das frutas preferidas. Vê-los comer maça é fascinante. Eles lambem o suco e só depois comem a polpa da fruta. É incrível a velocidade que eles comem uma fatia. Uvas também são bem apreciadas por eles. Ofereça sempre uma variedade de frutas como laranjas, kiwis, peras, mangas e melões. Nunca dê frutas passadas ou machucadas para seu pássaro.

Embora fruta seja provavelmente a primeira escolha das comidas frescas, os vegetais precisam ser incluídos na dieta do ringneck. Aos bebês ringnecks podemos oferecer mini-cenouras. Eles seguram as cenouras com os pés e vão bicando. Folhas verdes também precisam ser inclusas. Você pode colocar as folhas dentro da gaiola. Polpas de legumes e frutas em formato de bolinhas ou cubinhos também são apreciados. Seja criativo ao oferecer os vegetais para seu pássaro.

Você também precisa alimentar seu pássaro com proteínas. Muita proteína não é bom, mas, alguns pedaços de carne cozida é o ideal. Uma tira de frango cozido serve de isca. Uma vez por semana, ofereça um pouco de proteína. Mas remova a isca 1 hora depois de ter colocado na gaiola para que não apodreça.

Lembre-se, a alimentação do ringneck não é difícil. Esses papagaios comem qualquer coisa que você ofereça. Você só precisa evitar óleos, sal e conservantes. Se você cozinha, pode preparar vegetais e frutas da mesma forma que faz sua própria comida. Isso poderá reduzir seu tempo e você ainda poderá armazenar a comida por uma semana. Se você alimentar seu ringneck corretamente, ele poderá viver por 20 anos ou mais. Alguns pássaros já chegaram a atingir os 30 anos de vida.

Escolher a gaiola certa é essencial para a vida e a saúde do seu ringneck. Os ringnecks são extremamente ativos e brincalhões. Suas gaiolas precisam ser limpas e fáceis de desmontar para facilitar a limpeza. A gaiola deve ter condições de acondicionar seu ringneck, brinquedos e poleiros confortavelmente. O ringneck pode viver muitos anos, no entanto, sua gaiola precisa ser durável e segura.

Quando você foi escolher a gaiola para seu ringneck, você precisa levar em consideração a altura. A largura e a altura da gaiola deve estar de acordo com o máximo do seu investimento e com o espaço que você tenha para coloca-la em sua casa.

Uma boa gaiola deve ter portas que permitam a passagem de suas mãos em caso de problemas. Se seu pássaro precisar ser retirado, isso irá reduzir o stress, especialmente se seu ringneck não estiver acostumado a vir na sua mão. A gaiola deve ter pelo menos 3 portas. 2 usadas para água e comida e outra para a passagem do pássaro. Todas as portas devem ter travas de segurança e as tigelas devem ficar em local seguro e não devem mexer ou virar.

Os poleiros dentro da gaiola devem estar estratégicamente posicionados. Poleiros que ficam acima das tigelas de água e comida causam contaminação nos alimentos. Por isso é importante posicionar os poleiros de modo que os pássaros não sujem suas bacias e brinquedos.

Os poleiros devem ter tamanhos diferentes. Poleiros do mesmo tamanho em toda a gaiola são ruins porque não exercitam os pés dos pássaros. Escolha sempre poleiros de tamanhos diferentes. Poleiros de eucalipto são ideais, embora eles precisem ser limpos e bem lavados para remover bactérias e pesticidas. Se você for utilizar poleiros de outros tipos de árvores, verifique se a madeira não é tóxica. Qualquer coisa que você colocar dentro da gaiola será mastigado… fique atento.

Por mais que sejam bonitos e engraçados, não coloque todos os brinquedos do seu pássaro dentro da gaiola ao mesmo tempo. Isso irá lotar a gaiola. Trocar os brinquedos toda semana irá evitar que eles enjoem de algum deles. Os brinquedos devem sempre estar acima dos poleiros e nunca abaixo porque senão ficarão sujos.

É necessário que a gaiola possua uma bandeja embaixo. Ela irá recolher os restos de frutas, vegetais e a sujeira feita por seu pássaro. Essa bandeja deverá ser limpa diariamente. A bandeja deve ficar abaixo de uma grade para evitar que seu ringneck toque qualquer coisa que tenha caído na bandeja.

O material da gaiola deve ser revestido com uma pintura atóxica. Não use gaiolas antigas que já foram lixadas e pintadas pois isso causara muitas doenças no seu ringneck. A gaiola não pode ser feita de latão porque o metal contém zinco que é extremamente tóxico aos papagaios. Verifique sempre se a gaiola escolhida é segura.

Seguindo essas recomendações, seu ringneck irá ter uma vida longa e saudável. È melhor investir em uma boa gaiola agora do que correr o risco de perder seu pássaro por não ter se preocupado com sua saúde. A gaiola será a casa do seu pássaro e para que sua vida seja saudável e feliz, ela precisa ser o mais segura possível.

CALOPSITAS

CALOPSITAS
Paraiso das Calopsitas Mansas

Paraiso das Calopsitas | CALOPSITAS MANSAS | Cuidados Gerais
Cuidados Gerais
Quando você adquirir uma Calopsita mansa, lembre-se de que deve manuseá-la com carinho, pois ela deve sentir prazer em ser manuseada, caso contrário ela pode se tornar arisca e relutar em ficar na sua mão.
Nos primeiros dias na nova casa, pegue várias vezes por dia por um período não maior que 15 minutos cada vez, para não estressá-la.
É normal que ela relute um pouco em ficar na sua mão. Caso ela pule da mão não corra atrás dela, tente pegá-la com delicadeza, dessa forma você mostrará que é um amigo e não um agressor. Em pouco tempo ela estará bem à vontade com você e não tentará mais pular da sua mão.
Lembre-se de que interagir com ela é muito importante, pois as Calopsitas são aves sociais e necessitam de companhia – como foram criadas na mão desde bem pequenas elas nos consideram como sendo da sua própria espécie. Apesar de ser mansa, ela deve ter uma gaiola para poder descansar, se alimentar etc., além do que, não é aconselhável deixá-la solta todo o tempo, sobretudo sozinha.
Devemos colocar alguns brinquedos em sua gaiola para que ela se exercite e se distraia. Não se deve superalimentar as Calopsitas, nem dar doces e outros alimentos, principalmente os que contenham muita gordura, pois como elas não se exercitam voando, têm tendência a obesidade. Não fique o dia todo com a ave no dedo, tenha sempre em mente que as calopsitas devem ter tempo para alimentação.
Respeite o horário do sono (eles dormem a partir das 18h30/19h00) colocando-a num ambiente tranqüilo e sem luz acesa. Pode-se cobrir a gaiola com um pano. Evite deixar a gaiola em locais barulhentos e com correntes de ar, elas podem ficar estressadas e doentes.
Outra importante recomendação sobre o convívio com seres humanos, é em relação a crianças pequenas e pouco acostumadas a lidar com aves. É preciso orientá-las para evitar que as machuquem caso peguem-nas na mão, e também para que não as estressem com atitudes bruscas, como bater no viveiro. Atitudes como essas deixam as aves apavoradas e desconfiadas

Ler mais: http://www.paraisodascalopsitas.com.br/cuidados-gerais/
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AGAPORNIS


Sobre Agapornis

A palavra agapornis vem do grego!
Agape = Amor
Ornis = Ave / Pássaro

Os agapornis são monógamos, ou seja, quando escolhem um parceiro, é para vida toda.
Existem nove espécies de agapornis: Roseicollis, Fischer, Personata, Nigrigenis, Pullaria, Lilianae, Taranta, Cana e Swinderniana, sendo os quatro primeiros os mais comuns de serem encontrados, especialmente os Roseicollis.

Agapornis não falam, eles podem chegar a imitar um som muito parecido, mas não se compara com um papagaio.

Nome Científico: Agapornis roseicollis
Tamanho: 15 a 17cm
Estimativa de vida: 10 a 15 anos
Peso médio: 50g
Características: Alegres, ativos, brincalhões e territorialistas.
Postura: 4 a 7 ovos
Época de reprodução: março à novembro
Os machos passam pela puberdade por volta de 8 meses de idade, as fêmeas passam a colocar ovos somente com 1 ano de idade.

ROSELAS


Veja abaixo todas as espécies de Roselas criadas no Horizonte
Nome popular: Rosela eximius
Nome científico: Platycercus eximius
Descrição: Essas aves são muito coloridas, apresentando a cabeça vermelha com mancha branca sob o bico e seu corpo tem plumagem verde, amarela,azul, vermelha e preta. Tamanho oscilando entre 29 e 34 cm e um peso entre 90 e 120 g. A fêmea é um pouco menor que o macho e possui o tom mais avermelhado na cabeça e um verde mais escuro na nuca.
Distribuição: São encontradas numa área litorânea do sudeste da Austrália.
Hábitos: Habitam uma grande variedade de áreas como florestas abertas, plantações, locais próximos a cidades. Freqüentemente encontrada em pares ou em pequenos grupos.
Reprodução: Costumam botar de 6 a 8 ovos por postura e os incubam por aproximadamente 18 dias. Os filhotes dão seu primeiro vôo após 33 dias.
Dieta: Na natureza, alimentam-se de grãos e sementes. Podem também comer insetos e larvas. Em cativeiro, recomenda-se oferecer ração comercial específica, sementes, grãos e algumas frutas.
Longevidade: Podem chegar a 20 anos.
Curiosidades: São boas aves de estimação, pois, se forem cuidadas com delicadeza, tornam-se muito dóceis. São aves muito ativas e seu canto é bem variado e agradável. Só se tornam agitadas quando assustadas.
ROSELA EXIMIUS

RINGNECK PASSARO AFRICANO


CARACTERÍSTICAS RINGNECKS:

Nomes populares: Ringneck (inglês: ring = anel; neck= pescoço) ou Periquito de Colar, ou Periquito Indiano.
Nome científico: Psittacula Krameri
Origem: Norte da África, Índia.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

Alimentação:

- Basicamente, uma mistura de sementes: alpiste, painço, senha, girassol (sem exagero), linhaça, castanhas, pinhão, milho verde etc.
- Frutas, legumes e verduras: goiaba, maçã (retirar as sementes), cenoura, pimentão, jiló, beterraba, almeirão, repolho. Pode ser dada alface, pois há o risco de diarréia.
- Importante: deixar disponível uma barra de cálcio ou osso de siba, principalmente, na época de reprodução. Além de “afiar” o bico, ajuda na formação e postura dos ovos.
- Água limpa sempre a disposição.

- Não forneça: Abacate, chocolate, bebidas alcoólicas, alimentos que contenham sal, cafeína ou gordura em excesso.

No período de troca de penas (dezembro/janeiro) e reprodução é bom dedicar uma atenção maior à alimentação, variando-a o máximo possível.

Instalações:

- Localizada, preferencialmente, onde seja possível às aves terem acesso ao Sol da manhã e que tenha uma proteção de sombra e que os proteja do frio e vento excessivo. Quanto às medidas, estas podem variar, mas recomendamos o tamanho mínimo de 1,50 m X 0,60 m X 0,60 (comprimento x largura x altura).
- Cuidado com telas muito finas, eles podem cortá-las.
- Feche bem as portas, pois são aves curiosas e num descuido podem abri-las e fugir.
- Cuidado com jornais, revistas ou outros materiais que podem entrar em contato com seus pássaros… podem ser tóxicos. Jornal, por exemplo, contém substâncias que se acumulam no corpo do pássaro e com o tempo podem levá-lo ao óbito.
- Procure instalar poleiros de espessuras variadas, para estimular o exercício da musculatura dos pés.
- Os ninhos podem variar: há criadores que preferem os verticais e outros, os horizontais. Na Vila Fauna, utilizamos com sucesso os ninhos horizontais, medindo: 45 cm X 25 cm X 25cm (comprimento x largura x altura).

Período de Reprodução:

- Julho a Janeiro.
- Na época de reprodução, as fêmeas instintivamente “gostam e precisam fazer” o ninho. Porém como este já está pronto, às vezes, ela rói algumas partes do mesmo. Por isso, para que ela o “faça”, pode-se pôr dentro dele um pouco de serragem e/ou pedaços pequenos de madeira para que o casal o prepare a seu modo e não danifique o que está pronto.

Formando o Casal:

Se o casal for adquirido junto e mudarem de ambiente, adaptaram-se facilmente.
Se já houver uma ave e outra for introduzida, é importante observar se a ave que já estava inserida no viveiro vai ser receptiva ou se, para proteger o território, será hostil com o novo companheiro (a). Como são aves gregárias convivem bem juntas.

Os casais ficam prontos para reproduzirem-se a partir do segundo ano de vida, as fêmeas (principalmente as verdes) podem até reproduzir no primeiro ano, mas o ideal é não forçá-las a botar usando medicamento. Já os machos, por serem muito jovens, podem ainda não fecundar as os ovos no primeiro ano, estando aptos somente no segundo ano.

A diferença entre os machos e as fêmeas se dá aproximadamente, após a segunda ou terceira troca de penas, ou seja, do segundo para o terceiro ano de vida. Os machos passam a exibir um colar ou anel preto e rosa no pescoço, daí o nome Ringneck (do inglês: ring = anel, neck= pescoço). As fêmeas ficam apenas com o sinal do anel, assim como os jovens ou filhotes.

A Corte:

No final do inverno começa o período de reprodução. Os machos intensificam as exibições para as fêmeas, cantando e “dançando” e passam a alimentá-la com mais freqüência. Esta, por sua vez, numa atitude de receptividade e aceitação, abaixa-se ou inclina-se um pouco, contraindo os olhos e produzindo um som semelhante a um “gemido”. Todo este ritual indica que o casal está, realmente acasalado ou, como costuma se dizer, “formado”.
Depois de formado o casal e com o ninho já instalado no viveiro é só esperar os ovos e os filhotes.

Também na época da reprodução pode se fornecer vitamina E, encontrada em pet shops. Isto é dispensável, pois pássaros saudáveis e bem alimentados iniciarão naturalmente a reprodução no tempo certo.

Filhotes Mansos

Os Ringnecks são aves muito inteligentes. Com dedicação e paciência podem ficar mansos e repetir assobios e algumas palavras, dependendo do tempo de treino de quem o estiver “educando”. Quanto maior o tempo que se passa com o filhote, mais ele vai se identificar e confiar nas pessoas, ficando assim mais fácil de ensiná-lo a interagir conosco. A idade ideal para se adquirir um filhote é com 15 dias aproximadamente, pois assim, já receberam os probitóticos necessários dos pais, estando mais resistentes, e ainda estão com pouca visão, isto permite que passem a reconhecer, com mais facilidade, as pessoas como “seus semelhantes”.

A alimentação dos filhotes deve ser feita com uma mistura (papa) própria para filhotes adquirida em casas de ração ou pet shops e deve ser dada através de uma seringa. Eles a aceitam com muita facilidade. Evite papa de fubá, além de pobre em vitaminas e nutrientes (não se vive bem só de milho!), a digestão pode ser mais demorada e o filhote pode ficar “empapado”. Se possível, é adquirir filhotes que já estejam habituados com a papa, pois assim não haverá chance de adquirir um filhote que a rejeite (raro…mas, possível).

Muito importante: Quando estiver tratando de um filhote “na papa” a higienização é muito importante para mantê-lo saudável: mantenha-o em ambiente aquecido, evite umidade, evite deixá-lo em contato com as próprias fezes ou de outras aves, forre o “ninho’ onde estiver o filhote com serragem e a troque todo dia, dê alimento apropriado, sempre lave as mãos antes e depois de manuseá-lo. Não deixe sobras na seringa “para mais tarde”, pois podem proliferar-se bactérias. Adquira filhotes de criadores responsáveis e preocupados com o bem-estar das aves.